ARX 672: Feito para a realidade brasileira.

Sistemas de mapeamento móvel precisam lidar com as condições encontradas no campo. No Brasil, isso significa operar sob estradas não pavimentadas e mudanças significativas de clima entre diferentes regiões.
Mapear uma cidade, uma rodovia ou uma área rural não significa apenas registrar imagens. Na prática, o sistema de mapeamento móvel precisa acompanhar as condições encontradas em cada quilômetro percorrido, mesmo quando o cenário muda completamente.
No Brasil, essa realidade pode envolver altas temperaturas, forte incidência solar, estradas de terra, poeira, e em outras situações, baixas temperaturas e até neve em alguns pontos do país, ou seja: grandes variações climáticas entre diferentes regiões.
São condições que fazem parte da rotina de quem trabalha em campo e que precisam ser consideradas desde o desenvolvimento de um sistema de mapeamento móvel.
Foi pensando nesse contexto que a ARX desenvolveu o ARX 672: um sistema projetado para aliar tecnologia e praticidade às condições reais encontradas nas operações de mapeamento no Brasil.
O que é o ARX 672?
O ARX 672 é um sistema de mapeamento móvel desenvolvido pela ARX Tecnologia para a coleta de imagens georreferenciadas em vias urbanas, rodovias e diferentes ambientes de campo.
O sistema combina a câmera Mosaic 51 de alta resolução com tecnologias de posicionamento e navegação, como GNSS, IMU e DMI, permitindo registrar imagens e informações de trajetória durante o deslocamento do veículo.
Pensado para facilitar a rotina de coleta, o ARX 672 pode ser operado por uma única pessoa e conta com recursos que permitem realizar levantamentos mesmo sem conexão com a internet. Após a coleta, as imagens e os dados de trajetória podem ser processados para gerar informações que apoiam diferentes projetos de mapeamento e cadastro territorial.
Além de reunir diferentes tecnologias em um único sistema, o desenvolvimento do ARX 672 levou em consideração uma questão fundamental: como tornar o mapeamento móvel mais prático para quem precisa realizar coletas nas condições encontradas no dia a dia brasileiro?
Essa questão se torna ainda mais relevante diante das condições climáticas encontradas no Brasil. Altas temperaturas, forte exposição ao sol e diferentes condições de terreno podem representar desafios para equipamentos utilizados em operações de mapeamento móvel.

A realidade do Brasil
Quando uma tecnologia é utilizada ao ar livre, as condições do ambiente deixam de ser apenas um detalhe e passam a fazer parte do próprio projeto. Em um sistema de mapeamento móvel, câmeras, sensores, computadores e demais componentes permanecem expostos ao ambiente durante todo o período de coleta. Por isso, fatores como temperatura, radiação solar, poeira e variações climáticas precisam ser considerados para que o equipamento mantenha seu desempenho ao longo da operação.
Essa preocupação ganha uma dimensão ainda maior no Brasil. O país possui uma das maiores extensões territoriais do mundo e apresenta uma grande diversidade climática. O IBGE destaca a existência de climas equatorial, tropical e temperado, com diferenças determinadas, entre outros fatores, pela extensão territorial, relevo, altitude, massas de ar e correntes marítimas. Na prática, isso significa que um equipamento utilizado em uma região do país pode estar sujeito a condições bastante diferentes das encontradas em outras.
O território brasileiro também reúne seis grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Cada um apresenta características ambientais próprias, que influenciam as condições encontradas durante uma operação de campo. Um levantamento realizado na Amazônia, por exemplo, pode envolver calor e elevada umidade, enquanto uma coleta no Cerrado pode ocorrer em períodos de baixa umidade e forte exposição solar. Já no Sul, as temperaturas podem cair significativamente durante o inverno.

Sol e altas temperaturas
Entre os fatores que merecem atenção está a exposição à radiação solar. O Brasil está localizado majoritariamente em baixas latitudes, e os altos índices de radiação solar são especialmente comuns durante o verão.
Para equipamentos instalados sobre veículos, a exposição não acontece apenas durante alguns minutos. Um sistema de mapeamento móvel pode permanecer por horas sob o sol, enquanto o veículo percorre diferentes trechos de uma área de interesse. Além da temperatura do ar, a incidência direta de radiação solar aumenta a carga térmica sobre os componentes expostos, tornando a capacidade de operar em temperaturas elevadas uma característica importante para esse tipo de tecnologia.
As temperaturas encontradas no país reforçam esse desafio. Em agosto de 2026, por exemplo, o INMET acompanhou condições de temperaturas elevadas em partes da Amazônia, Centro-Oeste, Sudeste e Paraná, com algumas áreas apresentando máximas próximas de 40 °C e baixa umidade.
Para o mapeamento móvel, isso significa que a temperatura do ambiente pode se tornar um fator relevante durante uma jornada de coleta. Um equipamento que trabalha durante várias horas sob o sol precisa ser capaz de lidar não apenas com o calor pontual, mas com a exposição prolongada a condições térmicas elevadas.

Poeira e estradas não pavimentadas
As características das vias também fazem parte da realidade das operações de campo no Brasil. Em muitos projetos, o mapeamento não acontece exclusivamente em grandes avenidas ou rodovias pavimentadas. Dependendo da finalidade do levantamento, o veículo pode precisar acessar estradas rurais, áreas agrícolas, propriedades, vias de terra e regiões afastadas dos centros urbanos.
Em períodos secos, o tráfego por essas vias pode levantar uma quantidade significativa de poeira. Para um sistema instalado sobre um veículo, isso significa uma exposição maior de câmeras, conectores, estruturas e outros componentes a partículas presentes no ambiente.
Esse cenário ajuda a explicar por que a resistência física do equipamento e a proteção contra poeira e outros agentes externos são características importantes em sistemas destinados ao trabalho de campo. Não se trata apenas de suportar uma condição climática específica, mas de estar preparado para a realidade das rotas pelas quais o equipamento precisará passar.

Do calor ao frio
Embora o calor seja uma das primeiras características associadas ao clima brasileiro, limitar a realidade do país às altas temperaturas seria uma simplificação. A extensão territorial brasileira também permite encontrar condições de frio bastante significativas.
O Sul do país é a região mais fria do Brasil, e durante o inverno massas de ar frio provenientes do sul do continente podem provocar quedas acentuadas de temperatura. O INMET destaca que essas massas de ar podem provocar geadas nas regiões Sul e Sudeste, além de temperaturas inferiores a 22 °C em parte do Sul e Sudeste durante o inverno.
Em determinadas áreas, as condições podem ser ainda mais extremas. O IBGE aponta que o Sul pode registrar temperaturas inferiores a zero grau e ocorrência de neve durante o inverno.
A neve, apesar de ser um fenômeno pontual no território brasileiro, é uma demonstração interessante da amplitude das condições que um equipamento pode encontrar. Ela ocorre principalmente em áreas serranas e planaltos da Região Sul durante episódios de massas de ar frio. O INMET também reconhece a possibilidade de queda de neve nessas áreas durante o inverno.
Essa variação é um dos aspectos que tornam o Brasil particularmente interessante quando se fala em equipamentos para operações externas. Em um mesmo país, uma solução de mapeamento móvel pode ser utilizada em ambientes de calor intenso e baixa umidade e, em outro momento, operar sob temperaturas próximas ou inferiores a 0 °C.

Uma tecnologia precisa considerar onde será utilizada
Grande parte das tecnologias de mapeamento móvel disponíveis no mercado internacional foi desenvolvida fora do Brasil, inclusive na Europa. Isso não significa que esses equipamentos sejam inadequados para o uso no país. No entanto, as especificações de cada sistema refletem as condições para as quais seus componentes foram projetados e testados.
Um exemplo é a própria câmera Mosaic 51, utilizada em sistemas de mapeamento móvel: desenvolvida na União Europeia, ela possui especificação de operação entre 0 °C e 45 °C. Outros sistemas internacionais também apresentam diferentes limites de temperatura de operação.
Por isso, pensar em uma solução para o mercado brasileiro exige olhar além das especificações individuais de cada componente. É necessário considerar o conjunto da operação: horas de exposição ao sol, temperaturas elevadas, poeira de estradas não pavimentadas, mudanças de umidade e temperatura e a possibilidade de trabalhar em diferentes regiões do país.
No mapeamento móvel, o ambiente faz parte do trabalho. E, em um território com dimensões continentais e tamanha diversidade de condições, uma tecnologia preparada para a realidade brasileira precisa estar pronta para acompanhar essa variedade.

Desenvolvimento do ARX 672
A experiência prática da ARX com o mapeamento móvel também mostrou que um dos principais desafios estava na captação das imagens em condições de forte incidência solar. Em sistemas anteriores, situações comuns durante uma coleta, como áreas sob marquises, toldos ou árvores, podiam apresentar regiões de sombra com perda de nitidez e detalhes. Enquanto o ambiente externo recebia uma grande quantidade de luz, essas áreas permaneciam mais escuras, dificultando a visualização adequada de elementos importantes para o levantamento.
Esse desafio ganhou ainda mais relevância considerando as condições encontradas no interior de São Paulo e em outras regiões brasileiras com forte incidência solar. Em locais como Presidente Prudente, onde períodos de sol intenso e altas temperaturas fazem parte da rotina, uma câmera utilizada em um sistema de mapeamento móvel precisa lidar com diferenças significativas de luminosidade durante a mesma coleta.
Por isso, durante o desenvolvimento do ARX 672, encontrar uma câmera acessível era importante, mas não suficiente. Era imprescindível contar com uma solução capaz de registrar as informações da via mesmo diante de uma iluminação intensa, evitando que o excesso de luz comprometesse a qualidade das imagens. O objetivo era garantir que áreas diretamente expostas ao sol e regiões de sombra pudessem ser captadas com nitidez, preservando os detalhes necessários para o mapeamento.
A praticidade também esteve presente em outras etapas do desenvolvimento do sistema. A proposta do ARX 672 considera a rotina de quem realiza o levantamento em campo, desde a montagem e operação até o processamento dos dados. Afinal, um sistema de mapeamento móvel precisa acompanhar o trabalho do operador sem transformar a preparação do equipamento em uma etapa complexa da coleta.
Essa preocupação continua mesmo depois da aquisição ou locação do sistema. A ARX oferece assistência técnica para auxiliar o operador diante de eventuais dúvidas ou imprevistos durante a utilização do equipamento. Dessa forma, o suporte está a uma mensagem de distância, permitindo que a equipe conte com orientação quando precisar, inclusive durante a operação em campo.
Mais do que desenvolver um sistema capaz de realizar o mapeamento, a proposta foi criar uma solução que fizesse sentido para a rotina de quem precisa mapear o território brasileiro: prática para operar, preparada para diferentes condições de iluminação e acompanhada pelo suporte necessário para transformar a tecnologia em uma ferramenta de trabalho.

Formas de adquirir o sistema ARX 672
A ARX oferece diferentes formas de acesso ao sistema ARX 672, permitindo que cada cliente escolha a alternativa mais adequada ao seu projeto já que cada trabalho tem suas próprias necessidades, assim como cada empresa possui uma realidade diferente.
Compra do sistema: Para empresas que realizam mapeamentos de forma recorrente, é possível adquirir o sistema ARX 672 para realizar as próprias operações de mapeamento, com autonomia para planejar e executar as coletas conforme a demanda.
Aluguel do sistema: Para projetos pontuais ou demandas específicas, também existe a opção de aluguel do sistema. Dessa forma, a empresa pode contar com a tecnologia durante o período necessário, sem precisar realizar a aquisição definitiva do equipamento.
Contratação do serviço: Outra possibilidade é a contratação do serviço de mapeamento da ARX. Nesse modelo, a própria equipe da ARX realiza a coleta em campo e entrega os dados resultantes do levantamento, como imagens georreferenciadas de toda a cidade, trecho de rodovia ou área definida no projeto. É uma alternativa para empresas que precisam dos resultados do mapeamento, mas preferem terceirizar toda a operação.
Em todas essas modalidades, o suporte técnico está incluído. Essa proximidade faz parte da forma como a ARX trabalha. Em vez de depender de um fabricante localizado do outro lado do oceano ou enfrentar processos de atendimento que podem dificultar a resolução de uma dúvida ou problema, o cliente conta com uma equipe disponível e próxima, inclusive pelo WhatsApp.
Na prática, o suporte está a uma mensagem de distância, facilitando a operação e dando mais segurança para quem utiliza o sistema no dia a dia.
Conclusão
Desenvolver um sistema de mapeamento móvel para o Brasil significa entender que calor, forte incidência solar, poeira, estradas não pavimentadas e diferentes condições climáticas exigem uma tecnologia que não considere apenas a coleta de imagens, mas também a realidade de quem estará por trás da operação.
O ARX 672 nasceu justamente dessa necessidade. A experiência da ARX com o mapeamento móvel mostrou quais desafios precisavam ser enfrentados e orientou o desenvolvimento de uma solução que reúne tecnologia, praticidade e suporte próximo, desde a operação em campo até o processamento dos dados.
O ARX 672 foi pensado para acompanhar a realidade das operações de mapeamento no Brasil. Seja para uma empresa que deseja realizar suas próprias coletas, para um projeto pontual ou para quem prefere terceirizar todo o levantamento, existem diferentes formas de utilizar a tecnologia de acordo com cada necessidade.
No fim, a proposta é simples: tornar o mapeamento móvel mais acessível, prático e adequado às condições encontradas no território brasileiro. Porque uma tecnologia desenvolvida para o Brasil precisa fazer sentido não apenas nas especificações, mas também na rotina de quem utiliza o equipamento todos os dias.









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