DroneShow Robotics e MundoGeo Connect 2026: As tendências que estão moldando o mercado de geotecnologia
- 2 de jul.
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Todos os anos, a DroneShow Robotics e a MundoGEO Connect reúnem empresas, fabricantes, especialistas e profissionais que atuam na vanguarda da inovação em geotecnologia, drones, sensoriamento remoto, inteligência artificial, topografia e mapeamento. O encontro se consolidou como um dos principais pontos de referência para acompanhar as transformações que vêm moldando o setor.
Em 2026, a ARX participou da feira como expositora, apresentando suas soluções em mapeamento móvel e softwares proprietários. Além de receber clientes e parceiros em seu estande, a empresa aproveitou a oportunidade para percorrer os espaços do evento, conhecer os principais lançamentos do mercado e dialogar com fabricantes sobre as tecnologias que vêm ganhando destaque no setor.
Ao longo dos dias de evento, algumas tendências se destacaram nas apresentações, nos lançamentos e nas conversas entre os participantes. Com base nessas observações, este artigo apresenta quatro movimentos que ajudam a compreender os rumos da geotecnologia e seus impactos para empresas e profissionais da área.
LiDAR vem crescendo mas continua pouco acessível.
A demanda pela tecnologia LiDAR, que utiliza pulsos de laser para medir distâncias e criar mapas tridimensionais precisos de objetos, vem crescendo no mercado, e a oferta também é ampla: grandes empresas já disponibilizam essa tecnologia, que pode ser especialmente útil para prefeituras, empresas de engenharia civil e mineradoras.
Para aplicações específicas, como escaneamento de galpões, obras, museus, mapeamento de cavas ou criação de modelos BIM, os equipamentos vêm se tornando mais acessíveis, com preços de entrada a partir de 20 mil reais e podendo chegar a 100 mil reais, valores que cabem no orçamento de muitas empresas de construção civil e mineradoras.
Contudo, certos equipamentos LiDAR não podem ser aplicados ao mapeamento móvel terrestre: por mais acessíveis que tenham se tornado, os modelos voltados ao escaneamento de prédios e objetos apresentam limitações quando implementados nesse contexto. A bateria de muitos desses equipamentos dura pouco mais de uma hora, tempo insuficiente para operações que se estendem por várias horas, além de não suportarem velocidades superiores a 20 km/h, o que obrigaria o veículo a se deslocar em ritmo bastante reduzido e comprometeria diretamente o fluxo da operação.
Já os sistemas LiDAR desenvolvidos especificamente para o mapeamento móvel 360° continuam pouco acessíveis. Sensores de entrada importados voltados a essa finalidade não saem por menos de 100 mil dólares, enquanto sistemas comercializados por empresas nacionais partem de 1 milhão de reais, valor considerável para empresas brasileiras de tecnologia.
Vale ressaltar que esse valor corresponde apenas ao sensor LiDAR, e não ao sistema de mapeamento móvel completo: não estão inclusos a câmera 360°, o GNSS, o DMI, o IMU, tampouco o software de captura. Some-se a isso a necessidade de um hardware potente o suficiente para processar o grande volume de dados gerado pela nuvem de pontos. Algumas empresas oferecem, junto à solução de mobile mapping com LiDAR integrado, um hardware de processamento por um adicional de 50 mil reais, o que eleva ainda mais o custo final da tecnologia para prefeituras e empresas de geotecnologia brasileiras.
Diante desse cenário de custos elevados, softwares como o ARX GEO 360, que desempenham função semelhante à do LiDAR a partir da fotogrametria, seguem relevantes como alternativa sustentável e financeiramente viável para empresas. A partir dele, é possível realizar medições precisas de fachadas, árvores, postes e buracos por meio do panorama 360°.

A China vem se consolidando como grande fornecedora de tecnologia para empresas brasileiras
Empresas estrangeiras tiveram forte presença na DroneShow Robotics e na MundoGEO Connect, evidenciando o avanço do mercado internacional de tecnologia no Brasil. Entre as diversas nacionalidades presentes, os fabricantes chineses eram maioria.
A feira reuniu desde fabricantes chineses especializados em componentes específicos, como hélices, baterias e câmeras para drones, até empresas que comercializavam o equipamento completo, voltado para aplicações em agricultura, segurança e mapeamento.
Essa variedade de marcas chama a atenção e reflete um movimento mais amplo do mercado macroeconômico: a China vem se firmando como uma das principais fornecedoras de tecnologia não apenas para o Brasil, mas para toda a América Latina.
Para empresas brasileiras, essa presença representa acesso cada vez maior a tecnologias competitivas, com diferentes faixas de preço e aplicações. Ao mesmo tempo, evidencia o fortalecimento da China como uma das principais fornecedoras de soluções para o mercado de drones e geotecnologia, impulsionando a inovação e ampliando as opções disponíveis para integradores e usuários finais.

IA se consolida como aliada estratégica de empresas de geotecnologia
Outro fator que chama atenção é como a inteligência artificial está integrada aos fluxos de trabalho e aos softwares proprietários de cada empresa. A tecnologia já vem sendo implementada há alguns anos, mas, neste momento de maturidade do mercado, tornou-se praticamente onipresente nos softwares de geotecnologia, atuando em diversas etapas do processo.
Em muitas empresas, a IA é integrada a softwares que classificam automaticamente o uso do solo por meio de algoritmos de visão computacional, identificando e categorizando vegetação, construções, estradas e corpos d'água a partir de imagens aéreas ou de satélite. No processamento de dados LiDAR, a inteligência artificial também é aplicada na separação automática de pontos de solo, vegetação, edificações e fiação elétrica dentro das nuvens de pontos.
Na topografia e na engenharia, a IA é amplamente utilizada no cálculo automatizado de volumes de corte e aterro em obras, com precisão crescente, além da detecção de mudanças por meio da comparação entre voos realizados em datas diferentes, o que permite identificar erosão, movimentação de terra, avanço de obras ou desmatamento. No universo dos drones, a tecnologia viabiliza voos autônomos inteligentes, com planejamento de rota otimizado conforme relevo, obstáculos e condições climáticas, além de inspeções automatizadas em linhas de transmissão, painéis solares e torres.
No mapeamento móvel, a ARX Tecnologia utiliza inteligência artificial para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): a tecnologia borra automaticamente rostos e placas nas imagens 360°, protegendo a privacidade das pessoas que aparecem nos dados coletados. A IA também realiza a identificação automática de elementos urbanos, como postes, árvores, bocas de lobo, bueiros e sinalização horizontal e vertical de vias, o que facilita o processo e contribui para a otimização do tempo de trabalho.

Drone continua sendo uma tecnologia complementar ao mapeamento móvel
O drone permanece como uma tecnologia complementar ao mapeamento móvel terrestre. Diferentemente do que muitos imaginam, uma tecnologia não substitui a outra: elas cobrem, na verdade, os pontos cegos uma da outra.
Os drones são utilizados para captura de imagens a partir de uma perspectiva aérea, cobrindo topos de telhados, terrenos amplos, áreas rurais, canteiros de obra e áreas agrícolas com agilidade. No entanto, essa tecnologia não alcança fachadas verticais, áreas sob marquises, vãos entre edifícios ou detalhes rente ao solo, como guias, bueiros e sinalização viária.
Já o mapeamento móvel se destaca na captura de imagens em perspectiva lateral e de baixo, sendo ideal para o registro de fachadas de edifícios, mobiliário urbano, sinalização, calçadas, postes, meio-fio e redes subterrâneas identificadas por sinalização de superfície. A tecnologia também permite captura em alta densidade e precisão ao longo de vias, o que a torna especialmente adequada para o cadastro viário e rodoviário.
Na feira, foi possível observar drones cada vez mais modernos, capazes de auxiliar no mapeamento aéreo e apoiar prefeituras no Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) e na atualização da Planta Genérica de Valores (PGV).

Conclusão
A DroneShow Robotics e a MundoGEO Connect reuniram diversas empresas e profissionais da área de drones, softwares e mapeamento móvel, gerando discussões relevantes e permitindo que todos os participantes conhecessem novas soluções e tecnologias para integração a seus fluxos de trabalho ou para eventuais aquisições. O evento se consolidou também como uma ótima oportunidade para troca de conhecimento e ampliação de contatos no setor.
As tendências observadas ao longo da feira reforçam que a geotecnologia segue em constante transformação. O avanço do LiDAR mostra um mercado em expansão, mas que ainda apresenta barreiras de acesso para determinadas aplicações. A forte presença de fabricantes chineses evidencia a consolidação da China como fornecedora estratégica de tecnologia para o Brasil e para a América Latina, ampliando o acesso a soluções competitivas. A inteligência artificial, por sua vez, já não é apenas uma tendência, mas um componente essencial nos softwares e fluxos de trabalho do setor, otimizando processos que vão da classificação de uso do solo à conformidade com a LGPD. Por fim, a complementaridade entre drones e mapeamento móvel reforça que a escolha entre essas tecnologias não deve ser vista como uma disputa, mas como uma combinação estratégica capaz de cobrir diferentes perspectivas de captura de dados.
Diante desse cenário, a ARX Tecnologia reafirma seu compromisso em acompanhar de perto essas transformações, investindo em soluções que atendam às demandas reais de empresas e profissionais de geotecnologia, sempre com foco em inovação, precisão e acessibilidade.









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