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O que é a reforma tributária e como ela impacta a arrecadação do seu município?

  • Foto do escritor: Marketing ARXTecnologia
    Marketing ARXTecnologia
  • 27 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Ilustração de imóveis urbanos sobre mapa da cidade com símbolo de equilíbrio fiscal e gestão territorial
Reforma tributária e a arrecadação municipal

A Reforma Tributária é uma mudança ampla nas regras de arrecadação de impostos no Brasil, aprovada em 2023 e com início gradual a partir de 2026.


O objetivo dela é simplificar o sistema, reduzir a burocracia e corrigir distorções que atrapalham o crescimento econômico, principalmente na forma como o país cobra impostos sobre o consumo (produtos e serviços).


O que a reforma vai fazer?


Ela substitui cinco tributos por dois únicos impostos sobre bens e serviços:


  • Os impostos atuais PIS, COFINS e IPI, arrecadados pela União, se tornam apenas CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).


  • Os impostos atuais ICMS e ISS, arrecadados pelos estados e municípios, se tornam IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).


Ambos terão a mesma base de cálculo, tornando o sistema muito mais simples.


Onde o imposto será cobrado?


Hoje, o imposto é cobrado no local de origem (onde o produto é produzido). Com a reforma, ele será cobrado no destino (onde o produto é consumido).


Por exemplo: Uma fábrica de móveis em Presidente Prudente (SP) vende para uma loja em Curitiba (PR). Atualmente, o ICMS é cobrado em São Paulo (origem). O Paraná, onde o móvel será vendido e consumido, não recebe nada.


Com a reforma, o imposto sobre consumo (IBS/CBS) será cobrado no local onde o produto é consumido ou o serviço é utilizado. Em outras palavras: quem consome paga, e o dinheiro fica onde o consumo acontece.


Ou seja: A fábrica continua em Presidente Prudente (SP) e vende para a loja em Curitiba (PR). O imposto será devido ao Paraná, porque é lá que o móvel vai ser vendido e usado. São Paulo não fica mais com o imposto, mesmo sendo o local da produção.


Por que isso é importante?


A mudança corrige uma distorção histórica: antes, regiões industriais (como o Sudeste e o Sul) arrecadavam muito mais. Agora, o dinheiro vai para onde há consumo, beneficiando cidades médias e regiões Norte e Nordeste, e ajudando a evitar a chamada “guerra fiscal”, a disputa entre estados que oferecem incentivos para atrair empresas.


No entanto, essa transição também trará impactos para os municípios. Cidades com forte atividade econômica, concentração de empresas e prestadores de serviço, que hoje arrecadam valores significativos de ISS poderão perder parte de sua receita à medida que a cobrança do imposto passar a ser feita no destino. Isso exigirá das prefeituras maior eficiência na arrecadação local, com destaque para a atualização do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) e da Planta Genérica de Valores (PGV), garantindo que a tributação imobiliária seja justa, precisa e capaz de compensar eventuais perdas de arrecadação trazidas pela reforma.


O novo imposto (IBS/CBS) funciona como um IVA


O modelo é inspirado no IVA (Imposto sobre Valor Agregado) usado em países desenvolvidos.

Ele evita pagar imposto em cascata: o imposto pago em uma etapa pode ser creditado na próxima.


Exemplo: Uma fábrica de móveis compra matéria-prima e paga imposto. Depois, quando vende o produto, desconta o imposto já pago, evitando duplicidade.


Como ela impacta a arrecadação do município?


A Reforma Tributária vai mudar profundamente a forma como os municípios arrecadam recursos. Hoje, grande parte da receita municipal vem do ISS, imposto cobrado sobre a prestação de serviços e do repasse do ICMS, recolhido no estado onde a atividade econômica ocorre. Com a reforma, esses tributos serão substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que será cobrado no destino, ou seja, onde o bem é consumido ou o serviço é utilizado, e não mais onde ele é produzido.


Na prática, isso significa que cidades que concentram empresas e prestadores de serviço podem perder arrecadação, já que boa parte do imposto que hoje entra nos cofres locais passará a ser destinada ao município consumidor. Enquanto isso, municípios menores, que compram mais do que vendem, tendem a receber uma fatia maior dessa nova arrecadação.


Esse novo modelo busca equilibrar a distribuição de recursos, mas traz um desafio imediato: os municípios precisam fortalecer suas fontes próprias de receita, especialmente o IPTU, o ITBI e as taxas municipais. Para isso, será essencial manter o Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) atualizado e a Planta Genérica de Valores (PGV) revisada instrumentos que garantem uma cobrança mais justa e uma arrecadação compatível com a realidade do território.

Em resumo, a Reforma Tributária não afeta apenas a divisão dos impostos, mas também reforça a importância da gestão fiscal local. Os municípios que investirem em atualização cadastral e tecnologia sairão na frente, preparados para sustentar suas finanças em um novo cenário tributário.


Veículo branco com escritas "ARX Tecnologia" na lateral, em seu teto estão equipamentos de mapeamento móvel, uma câmera Mosaic 51 e sensores de GNSS/IMU
ARX 672

Como a ARX pode ajudar o município a arrecadar mais?


A ARX Tecnologia e Mapeamento Móvel atua como uma aliada estratégica dos municípios na ampliação da arrecadação e na modernização da gestão tributária. Por meio da atualização do Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM) e do uso de tecnologias de mapeamento móvel 360°, a ARX identifica imóveis não cadastrados, áreas construídas irregularmente e divergências entre o que está registrado e o que realmente existe em campo. Essa atualização cadastral garante mais precisão às bases de dados municipais, permitindo que o IPTU, o ITBI e as taxas locais sejam cobrados de forma justa e alinhada à realidade urbana.


Além disso, a empresa apoia processos de regularização fundiária, contribuindo para integrar áreas informais ao sistema legal e ampliando a base tributável do município. Com isso, as prefeituras passam a arrecadar mais sem aumentar impostos, apenas recuperando valores que antes deixavam de ser cobrados por falta de informação atualizada. Em um cenário de Reforma Tributária e redistribuição de receitas, a tecnologia da ARX se torna essencial para fortalecer a autonomia financeira dos municípios e garantir sustentabilidade fiscal a longo prazo.


Conclusão


Diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária, muitos municípios enfrentarão o desafio de manter o equilíbrio fiscal em meio à redistribuição das receitas de impostos. Cidades que hoje concentram grande parte da arrecadação do ISS e do ICMS poderão ver uma redução gradual de seus recursos à medida que a cobrança passe a ser feita no destino. Nesse cenário, investir em conhecimento territorial e tecnologia deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade. O mapeamento móvel e a atualização do CTM permitem que os municípios conheçam com precisão seu território, identifiquem imóveis irregulares ou não cadastrados e atualizem sua base tributária, garantindo que cada metro quadrado seja contabilizado de forma justa.


Dessa forma, mesmo com a perda de receitas advindas da mudança no modelo de tributação, os municípios podem preservar e até ampliar sua arrecadação própria, fortalecendo a autonomia financeira e assegurando recursos para investir em infraestrutura, serviços públicos e desenvolvimento urbano sustentável.











 
 
 

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